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12/04/2008

“O Jornalismo enquanto Quarto Poder”

 

A mídia tematiza e programa. Tem o poder de persuadir, de informar. Agenda o conteúdo das pessoas e diz sobre o que elas devem pensar.  Essa fixação de agendar, de pautar o que o público vai assistir, ler e ouvir,  produz  grandes efeitos através comunicação, principalmente os efeitos do jornalismo sobre a audiência. A mídia conduz o comportamento das pessoas, e o poder que ela exerce na maioria das vezes vem de aspectos econômicos e políticos.

 

Quando o território era controlado em todas as suas instâncias por um monarca absoluto - o Rei, Montesquieu criou os três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário, que passou a ser controlado por pessoas diferentes, em qualquer parte do mundo, em uma “democracia moderna”, e fez válida a divisão desses poderes, cada um exercendo uma função relacionada às leis.

 

Diante dessas questões que são colocadas em diversas teorias e estudos sobre a mídia e poder, o jornalismo que tem a função de informar, trazer a verdade e tudo o que acontece no mundo, também é posto dentro desses conjuntos de teorias como o Quarto Poder, no qual investiga, denuncia, revela, enfim, tudo o que for a prol da sociedade.  Essa idéia surgiu no século XX, com a disseminação da informação e da tecnologia.

 

Como os três poderes que vigoram, executam e sancionam, ajudam e fiscalizam um ao outro, o jornalismo enquanto Quarto Poder também é fiscalizado. Vigiado por uma sociedade urbanizada e complexa, em que o público nem sempre é persuadido, no qual ele critica e discorda de determinada cobertura da mídia. Por essa razão é que o jornalista tem que tomar todo o cuidado em querer ser um super-herói, achando que pode fazer o que der e vier com o poder que está em suas mãos – o poder da informação.

 

A informação é uma arma poderosa, e pode ficar mais ainda nas mãos de quem não sabe ou não quer com precisão passá-la para a sociedade. Dessa forma, os jornalistas têm um grande desafio: como preparar quadros de referência para lidar com essas quantidades de informações e saber selecionar o que a sociedade mais precisa, dentro da extraordinária disponibilidade existente.

 

A influência e o poder que a mídia exerce no cotidiano das pessoas, por uma infinidade de informações tende a hierarquizar os acontecimentos com ampla cobertura dos mais diferentes assuntos, buscando atender e agendar a uma faixa mais ampla possível de públicos. Fazendo com que o efeito social quase imediato destas escolhas diárias acaba por determinar os temas em discussão.

 

Por conseqüência da ação dos meios de informações, que destacam ou negligenciam os principais acontecimentos dos cenários públicos, as pessoas são livres para decidir o que querem ler, assistir e ouvir. Ou seja, o público pode incluir ou excluir de suas vidas, de seu dia-a-dia tudo o que a mídia inclui ou exclui do seu próprio conteúdo. 

 

Mas é necessário que o jornalista diante de tantas responsabilidades, tenha a seriedade e continue trabalhando para tentar modificar o errado, lutando para que as coisas possam ser melhoradas e construídas para o bem de todos. Deixar o Quarto Poder e ter a verdade como foco principal da profissão.

 

Pois, a informação só vira de fato conhecimento, quando podemos jogá-la num contexto, medir sua importância, a partir de comparações. Senão ocorrerá, que depois de ver o mesmo assunto em todos os jornais o público conclui que nada entendeu, que quanto mais se informa, mais se desinforma. Só então, o profissional vai entender que nem sempre poder significa sucesso.

 

 

 


Escrito por Blog da Mah às 00h27
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10/04/2008

Telejornalismo

 

Jornalismo limitado pelo tempo

 

Em telejornalismo o texto é escrito para ser falado e ouvido. Pela própria característica dos veículos eletrônicos de comunicação - a instantaneidade -, o receptor deve assimilar a informação sem precisar repeti-la. Se isso não acontece, o objetivo de quem está escrevendo - transmitir a informação - fracassa.

 

O veículo televisão estabelece alguns padrões que os jornalistas precisam seguir, se buscam um melhor entendimento com o telespectador. Construções de frases objetivas e diretas que não deixam dúvidas sobre o que realmente o jornalista quer dizer.

 

Como a imagem é parte da natureza da TV, e em telejornalismo precisa-se casar imagem com informação, aqui a preocupação é fazer com que texto e imagem caminhem juntos, sem um competir com o outro: ou o texto tem a ver com o que está sendo mostrado ou não tem razão de existir, perde a sua função. O papel da palavra é dar apoio à imagem e não brigar com ela.

 

Se a televisão se impõe através da informação visual, é ainda limitada quanto à análise da mensagem que emite. O ritmo da programação da televisão é contundente. O que se considera desvantagem da TV (superficialidade) aliada a uma vantagem (imagem) gera um momento peculiar dentro do processo global de informação. A televisão estimula e provoca o interesse e a necessidade de se ampliar o conhecimento dos fatos: acredita-se no poder motivador da televisão enquanto meio de informação.

 

O espelho do telejornal (ordem, duração e divisão dos blocos da reportagem), também é resultado de uma reunião entre o chefe de reportagem, o chefe de redação e o diretor de telejornalismo. O telejornalismo evoluiu junto com a modernização do meio e com a utilização de novas técnicas. E devido às mudanças, as pessoas que trabalham nas redações de TV - jornalistas e técnicos - acabam adquirindo vocabulário próprio, que envolve termos específicos relacionados com as operações técnicas necessárias no telejornalismo como um todo.

 

O planejamento dos telejornais é de fundamental importância. Pois, cada segundo de notícia tem que ser planejado inclusive os imprevistos. Porque ao contrário do que muitos pensam não cabe em um telejornal a quantidade de notícias de um jornal impresso. Este sim pode ser ampliado infinitamente ou reduzido conforme a necessidade de espaço. Já o telejornal é limitado pelo tempo.

 

 

 

 

 

Mas em muitos casos o jornalismo na TV tem deixado a desejar. Um exemplo é o Caso Isabella. Uma alienação, que quanto mais se informa, desinforma. É preciso cuidado. Cautela. Não colocar a carroça na frente dos bois. A TV é grande formadora de opinião, por isso tem que estar 100% correta. No mínimo 99,9%.

 


Escrito por Blog da Mah às 00h47
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06/04/2008

Elogios...

É bom e todo mundo gosta

 

Passei muito tempo da minha vida vendo coisas maravilhosas, trabalhos perfeitos e pessoas belas. Passei muito tempo pensando sem dizer. Elogiando somente nos pensamos. Sem me dar conta do quanto era importante um elogio. Pecava duas vezes, porque não falava. Para mim simplesmente a pessoa já sabia que tinha acertado em cheio no visual, no novo corte de cabelo. Iria saber que estava melhor mais magro (a) ou mais gordo (a) e que o projeto saiu perfeito. Ignorância de minha parte. Eu confesso! Mesmo que saísse algo desnecessário da minha boca, teria tentado, com as melhores das intenções. É como aquele diálogo:

 

- Ah, ela sabia que eu amava. Não precisa dizer. Sabia disso todos os dias.

 

- Olha, não faz mal a ninguém saber que é amado. Talvez seja por isso que ela foi embora.

 

Ou então:

 

- Mãe a comida está uma delícia!

 

- Sim filha, eu sei!

 

E se a filha nunca dissesse? A mãe nunca iria saber. Por isso que desde o começo do ano fiz uma lista enorme, de muitas coisas que tenho que mudar em mim. Não só para meu benefício, mas para de todas as pessoas que convivem comigo. E uma delas, a mais urgente é começar a elogiar. Sem medo. Sem pensar em ser mal-interpretada. Correr o risco.

 

Talvez um simples elogio seja tudo o que a pessoa precisa, não na vida, mas naquele momento, naquele dia. Aposte nisso. Pense bem.Você pode achar que não é preciso.  Mas realmente é importante. Sabe quando me dei conta de que essa atitude era mesmo necessária? Quando as pessoas elogiavam umas às outras e as coisas do meu lado, e eu dizia: Foi o que pensei! É Marília. Pensou mais não disse. Muitas vezes. Acorda. Elogio é bom e todo mundo gosta. Mas seja sincero (a)!

 

 


Escrito por Blog da Mah às 20h58
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